sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Oração e Evangelismo


A oração é essencial e indispensável ao trabalho evangelístico. Se alguém recusar a orar pelos perdidos, os esforços que fizer no sentido de ganha-los para Cristo serão de nenhum proveito. É preciso que a oração traga vida àquele que estão “mortos”.

Perguntas para reflexão: Por que a oração é tão importante? Deus vai, no final das contas, realizar Sua vontade, independente de eu orar?

I – Por que orar é necessário?
Leia Gn. 1:26; 2:15 e responda: Após tê-lo feito a Sua imagem e semelhança, o que Deus deu ao homem?

Adão devia ser o governante deste mundo na qualidade de representante de Deus. (Gn. 2:15). A palavra guardar é shamar, que significa “proteger contra intruso”. Percebemos, pois, que na Criação a Terra foi posta sob autoridade de Adão. Infelizmente Adão falhando em proteger a terra contra intrusos entregou a autoridade para o inimigo de Deus, satanás. Em Lc. 4:6 lemos: “Dar-Te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e dou a quem quiser”. Embora satanás tenha usurpado o domínio do planeta pela queda de Adão, Deus não mudou Sua decisão de trabalhar por meio de seres humanos para executar Sua vontade na terra que é a de resgatar os perdidos.

II - Qual o papel da oração no plano de Deus de resgate dos seres humanos?
Quanto Deus quer realizar algo na terra é necessário que o homem ore para que Ele atue. Leia a história do profeta Elias em I Reis 18:1 e 41-44 e discuta: Se tanto a chuva quanto seca eram promessas de Deus, por que foi necessário que Elias orasse para que a promessa se cumprisse?
“Caso ele tivesse desanimado na sexta vez, sua oração não teria sido respondida; mas ele perseverou até obter a resposta”. – CBA Bible Commentary. Vol. 2, p. 1.034.

III – Intercessão pelos pecadores
Leia II Coríntios 4:3,4. Comente. Em sua opinião o que significa o termo “cegou o entendimento”? Se o evangelho está encoberto aos descrentes o que deve ser feito para que seja desvendado? II Coríntios 10:4 e 5.
São nossas orações intercessórias que abrem a mente deles para receberem a luz do evangelho de Jesus Cristo. Deus deseja salvá-los. Lembremo-nos da oração de Elias por chuva. Era da vontade de Deus que a chuva caísse e a seca terminasse. Apesar disso, Elias sabia que devia orar a fim que a vontade de Deus fosse executada.
Veja o que Ellen White:
“Por meio de muita oração importa que trabalhemos pelas almas, visto ser esse o único método pelo qual podereis atingir corações”. Evangelismo, pág. 342.
“O Senhor ouvirá nossas orações pela conversão de almas” MJ, pág. 315.

IV – A Oração nos prepara para grandes bênçãos
Através da oração o Espírito Santo nos usará como instrumentos para realizar grandes coisas para Deus. Uma vida de consagração trará como resultado do nosso trabalho centenas de almas salvas para o reino do nosso Senhor Jesus Cristo.

Para reflexão:
Você está preparado espiritualmente para ver através de você o Espírito Santo, nessa primavera, converter milhares de pessoas como no pentecostes?
Você sinceramente acredita que Deus está querendo te usar para isso?
Você quer ser usado para isso?
Do jeito que está seu coração hoje como você reagiria se Deus te surpreendesse e como no pentecostes, por meio do seu evangelismo e do trabalho de mobilização da tua igreja nessa primavera, milhares de pessoas fossem convertidas e salvas. Para quem seriam os méritos? A resposta sincera revelará se você está no caminho certo ou exigirá de você uma mudança radical de atitude diante de Deus. Contudo ambas, te fará agora mesmo cair aos pés de Jesus e pedir que Ele te purifique completamente e te liberte do eu e te faça instrumento para Sua glória.

Agora é só você e Deus.

Pr. Osias Rodrigues

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Oração do Santuário - Aplicação Prática da Teologia do Santuário


As aplicações foram tiradas, na integra, do sermónario da Semana Santa 2010 escrita pelo Pr. Elias Brasil e apresentado pelo Pr. Fernando Iglesias. A “Oração do Santuário” não pertence ao sermonário. No entanto, a teologia aplicada do sermonário serviu de base para a mesma.
1.      
     Altar de Sacrifício

O altar, localizado no pátio onde os israelitas ofereciam o sacrifício, ensinava uma importante lição de que o pecado causava a morte de um animal inocente. Com ele(altar de sacrifício) aprendemos que o perdão dos pecados só pode ser plenamente concedido quando olhamos para cruz de Cristo. Nesse altar, aprendemos a importância e o valor do perdão de que necessitamos para viver uma vida feliz.
Aplicação á  “oração do santuário”:
1º Gratidão pelo sacrifício de Cristo
2º Entrega, Confissão e Perdão   

2.      A Pia

Na bacia com agua localizada no pátio, os sacerdotes deveriam se purificar para entrar no santuário e ministrar diante de Deus. A lição fundamental que aprendemos aqui. É o valor da pureza. Aqueles que desejam ter comunhão com Deus devem valorizar a pureza.

Aplicação à “oração do santuário”:
1º Purificação dos pensamentos e ações

3.      A mesa dos Pães Asmos

A mesa com os pães ensinava que Jesus é o provedor das necessidades do seu povo. Não devemos nos esquecer que o alimento de que nos sustenta e os bens materiais que nos permitem viver uma vida digna são resultado de Deus.


Aplicação à “oração do santuário”:
1º Deus é provedor
2º Gratidão pelo pão e bens


4    O Candelabro

O candelabro aponta para Cristo, a luz do mundo. Quando estamos com dúvida nos afazeres da vida, sem saber para onde ir, o que fazer ou que decisão tomar, podemos confiar em Cristo. Onde há luz, não existem trevas. Cristo é a luz que ilumina. Andemos nessa luz para tomar decisões corretas e viver uma vida mais feliz. O azeite, símbolo do Espírito Santo, mantinha a luz do candelabro acessa.

Aplicação à “oração do santuário”:
1º Jesus é a luz que ilumina nossa vida
2º A Palavra de Deus é a luz que ilumina nossos caminhos
3º O Espírito Santo mantem nossa luz acessa

5.      O Altar de Incenso
Nesse altar, o sacerdote oferecia diariamente o incenso, cujo aroma envolvia o santuário, particularmente o lugar santíssimo. Ao queimar o incenso, o sacerdote intercedia em favor do  povo diante de Deus. O perfume suave do incenso indicava que o sacerdote mediador estava levando a Deus as necessidades do povo.

Aplicação à “oração do santuário”:
1º Oração Intercessora

6.       A Arca

A arca continha os dez mandamentos da lei de Deus. A lei contém as receitas para a felicidade verdadeira. Ao dar-nos Sua lei, Deus também nos dá disposição e forças para obedecê-la. Ao nos reconciliarmos com Deus, somos chamados para uma vida de acordo com Sua vontade.

Aplicação à “oração do santuário”:
1º Poder para obedecer
2º Destacar a liderança da vida guiada por Deus (vara de Arão), e o alimento espiritual por Sua palavra(o maná).


Observação Importante: Na disposição dos móveis do santuário, como sabemos, a pia ficava geograficamente depois do altar de sacrifícios. Porém, no ritual das cerimônias do santuário ela era a primeira a ser utilizada. Antes que o sacerdote se aproximasse do altar para ministrar, para acender oferta queimada ao Senhor deveria lavar-se na pia(Êx. 30:20). "Os sacerdotes deveriam fazer essas abluções toda vez que entravam na tenda da congregação ou sacrificavam no altar de ofertas queimadas (Êx. 30:20), pois deveriam estar livres de manchas e da contaminação do pecado antes de ministrar em favor de outros". Comentário Bíblico Adventista, Vol. I, p. 704.

Pr. Osias Rodrigues Ferreira
Ministério da Mordomia Cristã
ABaC-MBN

Dentro ou fora da Peneira?


O homem é escravo dos desejos não santificados. Sem a santificação seremos vencidos pelos poderes desse mundo tenebroso. A obra do inimigo toma proporções assustadoras nesses últimos dias e a ninguém tem poupado. Cada vez mais intensamente tem apontado suas setas maléficas para nós, “os que professam guardar os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus”. A sacudidura se intensifica dia a dia. Quem está em pé cuide para que não caia. O que fará o homem ficar em pé em momentos de sacudidura? A resposta parece obvia, mas não existe outra. Somente os que buscarem diariamente o batismo do Espirito Santo, e receberem dEle sua unção diária conseguirão resistir.
Percebe-se que nesses últimos dias muitos “bons” têm caído fora da peneira da sacudidura. Analisando o perfil desses, percebemos que não basta nascer na igreja, ou até mesmo se tornar pastor dela, possuir cargo, ter títulos acadêmicos ou ser um simples iletrado, ter dinheiro, educação ou cultura. Nada disso é “cinto de segurança” enquanto a “peneira” sacode. É nosso dever alertar a igreja do perigo da religião de faixada, da pseudo-religiosidade ou espiritualidade superficial. Tais pessoas não suportarão a prova, elas brincam de religião, enquanto são brinquedos de satanás. Romanos 6:12 diz: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”.
O mundo jaz no maligno, e as mais degradantes formas de pecado tem ceifado milhares de vidas, homens e mulheres escravos da lascívia, da pornografia, da impureza, do sexo livre ou sem culpa por causa da cauterização da consciência moral. O apostolo João nos alerta: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não procedem do pai, mas procede do mundo” (Jo. 2.15). Os desejos da carne e dos olhos estão dominando esse mundo. A igreja que deveria pensar e gostar das coisas do “alto” tem harmonizado seu paladar com as coisas desse mundo. É dramático ver como o gosto por coisas espirituais tem diminuído entre nós.
Se a Bíblia fosse acessada na mesma proporção com qual acessamos a net quão diferente seria nossa vida. Se os minutos ou até horas que investimos em papos virtuais em sites de relacionamento fosse dedicadas à oração estaríamos muito mais próximo da tão esperada chuva serôdia. Estar na hora de sentirmos falta da oração como sentimos falta de ver a ultima fofoca publicada no facebook. Estar na hora de sentirmos falta da bíblia como sentimos falta do computador, ipod, iphone, vídeos game, etc...  “Satanás está agora usando cada artifício neste tempo de selamento a fim de desviar a mente do povo de Deus da verdade presente e levá-los a vacilar.” Primeiros Escritos, p. 43.

Pr. Osias Rodrigues